Revista Viva Saúde – Assunto: Osteofitose (Bico de Papagaio)

Revista Viva Saúde – Assunto: Osteofitose (Bico de Papagaio)

A maior incidência de bico-de-papagaio se dá em pessoas com mais de 40 anos por conta da degeneração dos discos vertebrais que ocorre com o envelhecimento do organismo.Foto: Shutterstock

Dores nas costas sempre causam muito incômodo e podem indicar problemas sérios, como o bico-de-papagaio. Denominada osteofitose, essa patologia é caracterizada pelo desgaste das cartilagens, acompanhada por alterações nas estruturas ósseas vizinhas.

De acordo com o médico neurocirurgião Paulo Porto de Melo, formado pela UNIFESP e Colaborador do Departamento de Neurocirurgia da Universidade de Saint Louis (Missouri- EUA), a doença trata-se de uma das manifestações da artrose, que acomete a coluna vertebral. “Os bicos-de-papagaio se formam ao redor das articulações deixando os ligamentos e músculos em volta da bacia mais rígidos”, descreve.

Esse processo ocorre por conta do envelhecimento natural do organismo que provoca degeneração dos discos intervertebrais. Desta forma, sua incidência é maior em pessoas acima de 40 anos. “A predisposição genética, a má postura na realização das tarefas, a obesidade e a ausência da prática de atividades físicas são outros fatores que contribuem para o acontecimento da patologia”, informa o médico neurocirurgião.

PREVENÇÃO E TRATAMENTO

A avaliação clínica e o histórico do paciente são essenciais para o diagnóstico. Além disso, exames de imagem como raios X, tomografia computadorizada e ressonância magnética ajudam a avaliar a extensão e gravidade da osteofitose. “Para prevenir, é importante manter o peso corporal  adequado e redobrar a atenção com a postura nas tarefas diárias, pois elas podem originar pequenos traumas e, consequentemente, elevar a sobrecarga na coluna vertebral”, alerta o especialista.

De acordo com o médico, não existe tratamento para recuperar o disco intervertebral e como é uma doença progressiva, é importante buscar alternativas para tratar o problema, podendo ser sessões de fisioterapia em casos menos graves. “Em estágios avançados, a patologia deve ser retirada através de procedimento cirúrgico e próteses para compensar o desgaste já acentuado e a calcificação”, conclui Paulo Porto de Melo.

Para ver o texto no site da Revista Viva Saúde acesse: http://revistavivasaude.uol.com.br/clinica-geral/entenda-tudo-sobre-a-osteofitose/2436/

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